terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nhoque da fortuna - sorte de quem for no Zena Caffè

Fazia tempo q não participava da simpatia do Nhoque da Fortuna, até ver no twitter a oferta de molhos para este prato q o Zena Caffè faria para a data. Então resolvi passar meu domingo (de muita sorte!) neste lugar bonito, chique mas informal, com gostosas mesas ao ar livre, balcões de delícias à mostra, atendimento de primeira e um nhoque bom demais, bem levinho e macio.




Estava devendo uma visita ao Zena, q atrai com sua vasta oferta de focaccias e a simpatia do chef e sócio Carlos Bertolazzi. Tanto q, qdo cheguei, já fui logo pedindo as bruschetas feitas com massa de foccacia - divinas! Devidamente harmonizadas com uma Devassa ruiva geladíssima!



Quase estive no Zena na Promenade Chandon, qdo eles ofereceram um cardápio especialmente harmonizado com a bebida. Mas forneci alguns quitutes para um dos estabelecimentos participantes do evento, encontrei amigos e não cheguei até lá. Fato q lamentei bastante!

Só q neste último domingo, estando de bobeira, num lindo dia 29 de sol, com a possibilidade de fazer um programa beeeem demorado, comer bem e curtir... Não perdi a oportunidade de ir nesse delicioso e despojado restaurante italiano, com cardápio inspirado na culinária da Ligúria, região no Norte da Itália.



O chef Carlos Bertolazzi, futuro papai ainda esse mês e o qual acompanho sua trajetória com muita admiração, felizmente abandonou a gravata e o escritório e decidiu investir em sua vocação de cozinheiro, após estágios em restaurantes na Europa, inclusive com o renomado chef espanhol Ferrán Adriá. Em São Paulo, comanda o buffet C.U.C.I.N.A. Gastronomia, além do Zena Caffè, nos Jardins e do programa Homens Gourmet, no canal Fox.

A história da tradição do Nhoque da Sorte, ou da Fortuna como muitos chamam, uma simpatia para ser feita todo dia 29 do mês para atrair fortuna e prosperidade, tem muitas versões. Eu vou ser leal à revista Claudia, com a qual trabalho, e publicar a versão dela de q tudo começou na Itália, num dia 29, claro, quando um andarilho bateu à porta de uma família pobre pedindo comida. O único alimento q os donos da casa tinham era nhoque, q foi dividido igualmente entre todos: cada um recebeu uma porção com sete bolinhas. De tão humilde, a casa não tinha cadeiras, por isso todos comeram em pé. Como agradecimento, ao partir, o andarilho deixou moedas embaixo do prato. Logo depois, a família viveu sem dificuldades financeiras e, a partir dessa data, as pessoas da região começam a se reunir todo dia 29, repetindo a cena com o pedido de prosperidade.

A lenda virou um ritual feito por pessoas de vários lugares, em casas e restaurantes. E a maneira mais tradicional de se fazer a simpatia é colocar qualquer nota de dinheiro embaixo do prato, fazer um pedido e, em pé, comer as sete primeiras garfadas. Tem os q guardam a nota usada até o dia 29 do mês seguinte, mas isso é uma outra versão dessa conhecida crendice.

Independente da história ou da forma como vc faz a simpatia, é um excelente pretexto para saborear essa deliciosa massa!


Minha escolha foi Gnocchi ao Pesto Genovesi.


Meu namo, ávido por carne, escolheu o Gnocchi ao molho de Vitello.

Não deixe de ir ao Zena. E se você tb quer preparar esse prato em casa, escolha o nhoque feito de batatas. Simples, fácil e muito saboroso!  Ainda mais se feito com o molho do chef do Zena, carinhosamente chamado de Bertz, q cedeu sua receita de Pesto Genovezzi q provei na minha visita!
De 30 a 45 minutos vc prepara aproximadamente 6 porções com pouca dificuldade e terá um prato de mais ou menos 250 calorias por porção.

Ingredientes para a massa do Nhoque:

750 g de batata
1 xícara (chá) de farinha de trigo
Sal a gosto
Farinha de trigo (para polvilhar)

Modo de preparo:

Numa panela, ferva 3 litros de água. Junte as batatas inteiras e com a casca. Cozinhe por 25 minutos ou até ficarem macias. Escorra e esprema a batata. Tempere com sal e transfira para uma superfície polvilhada com farinha de trigo. Junte a farinha aos poucos, amassando sempre, até obter uma massa que não se grude nas mãos. Se necessário, junte mais farinha. Com a massa, faça rolinhos com 2 cm de diâmetro e, com uma faca, corte-os em pedaços de 2 cm.

Para fazer os vincos, pressione o nhoque contra o garfo e faça-o rolar até a ponta. Repita o procedimento com cada uma das bolinhas. Coloque em uma assadeira polvilhada com farinha. Numa panela grande, ferva 4 litros de água com uma colher (sopa) de sal. Junte o nhoque aos poucos e cozinhe até subirem à superfície. Retire com uma escumadeira e vá colocando em uma travessa.

Dica: Use batatas Asterix ou Bintje (também chamada de Binge ou lisa). Elas têm pouca umidade, o que facilita muito o preparo e fazem a diferença na consistência da massa.

Ingredientes para o Pesto Genovesi:

4 maços de manjericão orgânico
1 xícara de azeite extravirgem orgânico
3 colheres (sobremesa) de parmesão ralado (grana padano ou parmigiano reggiano)
3 colheres (sobremesa) de queijo pecorino ralado (romano ou sardo)
1 colher (sobremesa) de pinoli
2 dentes de alho
1 colher (chá) de sal grosso

Modo de Preparo:

Antes de começar o preparo do molho, coloque o copo do liquidificador no freezer para que todo o preparo seja feito em baixa temperatura e evite a oxidação do pesto. Adicione metade do azeite e os outros ingredientes. Deixe as folhas de manjericão por último para que elas não entrem em contato direto com as lâminas do liquidificador.

Utilizando a função "pulsar", triture todos os ingredientes e adicione o restante do azeite. Reserve o molho com uma camada de azeite por cima para não escurecer. Na panela com abundante água fervente e sal, onde vc colocará a massa para cozinhar, adicione  tb batatas em cubos pequenos e vagem em pedaços de cerca de 1cm, pouco antes de terminar o cozimento. Escorra a água, guardando um pouco para ajudar a dissolver o pesto. Em uma frigideira grande, coloque o molho e adicione a massa com a batata e a vagem. Coloque um pouco da água de seu cozimento. Nunca aqueça o pesto e sirva imediatamente.

Vá lá - Zena Caffè - Rua Peixoto Gomide, 1901 - Jardins - tel: 11 3081 2158

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Os melhores pastéis da cidade

A cobertura foi ampla, então não publiquei nada aqui muito específico.
Mas para quem quer provar os melhores pastéis da cidade, segue a tabela do Marcelo Katsuki q, inclusive, foi jurado do concurso e escreveu sobre mais essa edição do evento.
Clique na imagem da tabela para visualizar melhor.
Bjs

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Manjar Beatriz é indicado ao Top Blog

Isso mesmo!
E estamos super felizes.
Por isso estamos em campanha.
Vote no nosso blog clicando aqui ou no logo ai do lado. Mas vote!Um grande bj.
Bia

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Confraria dos chefs - Bottarga

Olha minha receita de creme de abóbora com Bottarga publicada na newsletter da Marca.

Amei participar do projeto!
 
Bj

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Promenade Chandon

A Chandon, grife de referência dos espumantes naturais, q pertence ao grupo de luxo francês LVMH - Moët Hennessy Louis Vuitton, foi introduzida no Brasil em 1973 quando a maison Moët & Chandon, de Epernay, procurando os melhores “terroirs” para implementar seus vinhedos e adega, escolheu Garibaldi na Serra Gaúcha, para hospedar uma das quatro unidades no mundo. E escolheu SP para promover o evento “Promenade Chandon”.

Então, minha dica para esse final de semana, é esse charmoso acontecimento realizado pela marca dia 22 de agosto, a partir das 17h30, no quadrilátero mais charmoso da capital paulista. E que deve reunir mais de 10 mil pessoas.

Esta será a quarta edição da Promenade Chandon que recriará nas ruas dos Jardins um típico e charmoso passeio pelos palácios franceses.


Trata-se de um evento exclusivo, que reúne cultura, arte, moda, entretenimento e gastronomia e promete muitas novidades nesta edição: durante o agradável passeio pelas lojas do Comité 2010, que vão apresentar seus lançamentos para a primavera-verão, os convidados poderão assistir as coreografias que fazem parte do repertório do renomado Balé Stagium, todas com direção Cênica de Renata Melo, além das apresentações de Duos e Trios de músicos tocando temas franceses de grandes filmes com instrumentos como Clarinete, Violoncelo, Trombonete, Trompa, Flauta, Violão, Oboé, Violino e Contra-Baixo.


Os convidados irão conferir nas 34 grifes de luxo e moda participantes os lançamentos de verão, vitrines decoradas, surpresas e brindes acompanhados de Chandon. O Comité 2010 é formado pelas grifes Alexandre Birman, Antonio Bernardo, Arezzo, Bang & Olufsen, Benedixt, Bvlgari, Calvin Klein, Capodarte, Carina Duek, Cartier, Diesel, Dior, EOS, Espaço Santa Helena, Forum, Gloria Coelho, Iódice, Lenny, Lita Mortari, Louis Vuitton, Marc Jacobs, Maria Bonita, MaxMara, Montblanc, Nespresso, NK Store, Osklen, Reinaldo Lourenço, Saad, Sara, Schutz, Skyland, The Jeans Boutique, VR.

Em paralelo há o Circuito Gastronômico, formado por 23 restaurantes da região, com menus especiais harmonizados com as quatro variedades de Chandon: Réserve Brut, Brut Rosé, Riche Demi-sec e Passion. Este ano serão: A Bela Sintra, A Figueira Rubaiyat, Alucci Alucci, Amadeus, Chef Rouge, Esch Café, Gero, Hotel Fasano, Jam Jardins, Le Buteque Bistrô, Le Vin Jardins, Lorena 1989, Marcel, Ministro, Nonno Ruggero, Paris 6, Piselli, Rodeio, Serafina, Tatou, Valrhona, Zena Caffè (minha opção onde o prato oferecido pelo talentoso chef Carlos Bertolazzi será um Penne Chandon & Salmon e que tb sorteará 5 vestidos da FIT entre as mulheres que jantarem no restô) e Zucco.

Todas as garrafas de Chandon vazias utilizadas na ocasião serão doadas para gerar renda para a Casa São Lázaro, através da Reciclalazaro, assim como os materiais de cenografia.



Dia 22 de agosto – das 17h30 às 20h30
Ruas Oscar Freire, Haddock Lobo, Bela Cintra e Sarandi
Serviço de táxis no local

Bjs, e um ótimo final de semana

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Depois do restaurante q voa, outro q flutua...

Um escritório de design canadense fez com q 1,7 mil garrafas PET sustentassem uma sala de jantar flutuante. O projeto é da empresa Good Weather Collective, q promoveu uma parceria entre o "C Restaurant" e a Fish Foundation, organização q tem como missão formar chefs de cozinha q se preocupem com a pesca de maneira sustentável.


Essa ação de marketing incrível foi concebida para promover a pesca sustentável e alertar q q a vida marinha convive inapropriadamente com uma imensa quantidade de lixo lançado ao mar todos os anos.


Para ter o prazer de degustar um jantar cuja especialidade são os pescados e frutos do mar e desembolsar cerca de 400 reais (fora o transporte e estadia, obviamente), vc pode fazer a reserva até o final de setembro através do email contact@schooloffishfoundation.org. O "C Restaurant" tem capacidade para atender 12 clientes numa estrutura que lembra uma balsa.


Uma idéia q pode muito bem ser aproveitada por aqui!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tenha seu próprio fermento e faça verdadeiros pães artesanais

O fermento, esse ingrediente tão essencial, pode ser comprado em diversas formas.

A não ser por conferir o fenômeno do crescimento, muitos não tem nem idéia de qtos benefícios (ou estragos) ele pode fazer com uma receita.

Não sou contra a utilização dos fermentos químicos e industrializados, muito pelo contrário, mas preparado por vc mesmo pode transformar sua fornada num evento gourmet.

A preparação de um fermento caseiro é uma atividade reconfortante, quase zen, q vc deve encarar como um mantra na cozinha.

Esse bichinho de estimação, q nada mais é q um fungo, qdo bem alimentado, pode se transformar em milhõezinhos de bactérias e gerar filhotes até para os amigos interessados tb em amassar seu pão com um bom e natural levain.

Sim, em português ou francês, o fermento natural é muito fácil de fazer e, depois q vc treinar, verá q sua base pode ser responsável direta por aromatizar uma receita. Por isso, a partir da receita q publico aqui, é possível “brincar” com outras bases no caso as frutas secas.

Vc precisará de frutas secas (e qto mais seca melhor), água mineral (pq o cloro interfere no resultado), adição de farinha regularmente e tempo para se dedicar a essa espécie de vida na terra. E talvez esse último ingrediente seja o mais difícil!

O fermento caseiro tem um cheiro característico e muito peculiar. Com o tempo vc mesmo perceberá a diferença de aromas entre pães assados com os industrializados e com o seu levain (e isso não será uma “corujisse” sua). Com sorte e dedicação é possível ter esse “bichinho de estimação” por longos anos.

Sei q a chef Roberta Sudbrack criou seu próprio filhinho, há uns 5 anos. Feito de uvas passas, q passou até por batismo e nominado. Só não sei se ainda veive...

Exageros à parte, qdo vc curte essa criação, o grande barato mesmo é se alimentar dos filhos do seu filho e distribuir a ninhada. No meu caso até para Paris levei minha versão, e trouxe umas de lá q, infelizmente, morreram numa viagem minha a Buenos Aires. Mas relacionei o homicídio a TPM e fui inocentada. Rsss

Embora seu preparo seja muito simples, cultivá-lo exige dedicação e paciência, ou vc se tornará um assassino em potencial! Então pense bem pq o castigo é a frustração e umas  semanas de pães sem um levain pra chamar de seu.

Tb precisará de um espaço só para ele pq ele levará muito a sério sua principal missão na terra - a do crescimento e da multiplicação.

Por isso, usando ou não, é preciso retirar uma parte para poder alimentá-lo e manter a geladeira sob controle.

Lembre-se de q somos os pais, mas o filho terá vida própria!

Vc vai precisar de:

Uma vasilha com tampa (de preferência não transparente);
4 figos secos (prefira os q já estejam esbranquiçados) ou qq outra fruta seca;
Farinha de trigo e de centeio (compre um kilo ao menos pois vc irá alimentar o fermento todos os dias por um tempo). Qto maior for a concentração de glúten, mais leve o pão fica. Então se quiser fazer substituições de farinha, opte a partir deste quesito, nunca o contrário.
Água mineral (não use filtrada para não correr o risco de q o cloro desande sua criação).

Faça seu levain:

Coloque os figos numa vasilha e cubra-os com água. Tampe e coloque num lugar seco, escuro e de temperatura fresca.
Mexa todos os dias 1 vez para não criar um vilão q é o bolor.
Após 3 dias, qdo vc abrir a vasilha, ele estará espumando. Isso indica q está no ponto. Então coe os figos e dê comida para seu filhote adicionando farinha neste caldo (eu uso a proporção de 40% de centeio em relação ao trigo e nunca passo disso). Faça isso até formar uma massa mole, quase similar a de bolo.
Volte a mistura para o cativeiro por 3 dias, nas condições idênticas de qdo vc começou. Após esse período incorpore duas colheres de sopa de farinha todos os dias até dobrar de volume. O q indica q está pronto!
Guarde seu levain na geladeira e boa maternidade.


Caso vc note q o fermento não cresceu no primeiro dia da operação, coloque um pouco mais de farinha (e converse com ele com carinho!).

Olhe seu fermento semanalmente e, utilizando ou não, retire uma parte (q pode ser doada para alguém) e realimente-o com água mineral e farinha numa proporção delicada e intuitiva para manter a consistência.

Dicas para um bom pão:

Não adicione sal no começo da receita (regra para todos os pratos inclusive), a menos q ela contemple mais de 15 minutos de sova. No caso dos pães ele impede q a farinha penetre na água. Prefira inserí-lo depois q seu pão crescer uns 15 minutos.

Receita básica de pão (receita de Mari Hirata):

700 gr de farinha de trigo
300 gr de levain
100 gr de farinha de centeio
15 gr de sal
5 gr de glucose de milho
500 ml de água mineral

Modo de fazer – (vc tb pode utilizar a máquina de pão se quiser para a etapa de massificação):

Misture todos os ingredientes, menos o sal, e umedeça a farinha o máximo q puder.
Cubra e deixe descansar por 15 minutos.
Incorpore o sal e misture novamente sem sovar.
Cubra com filme plástico, coloque numa vasilha e repouse a massa por umas 7 horas num local fresco (o compartimento de vegetais de sua geladeira é o lugar ideal). Nesse período a massa terá dobrado de volume.
Modele o pão ao seu gosto e leve na assadeira para descansar mais 2 horas (no máximo).
Pré-aqueça o forno numa temperatura de aproximadamente 300 graus e asse os pães nessa temperatura por 10 minutos.
Um truque incrível é borrifar água (tb mineral), pois isso deixa seu pão maior, com casquinha mais fina e mais crocante. Nesta etapa borrife de dois em dois minutos.
Após 10 minutos, abaixe a temperatura para 250 graus e deixe o pão assar mais 10 minutos, borrifando água neste período umas 5 vzs.
Dependendo do bronzeado que vc quer q o seu pão tenha, abaixe mais a temperatura para uns 200 graus.
Em pouco mais de uma hora vc já terá seu pão gourmet, filho do seu filho...rsss.
 
Vou fazer um levain para postar aqui. Precisava dar o passo a passo por escrito pq muita gente já me escreveu perguntando a respeito, inclusive uma nova e querida amiga tb pediu a minha versão e e esse post, além de informar, é tb uma homenagem a grande chef Paula Labaki. E à Mari Hirata q despertou em mim o amor materno pelo levain.

Bjs.


Bottarga parte 2

No dia da confraria dos chefs, depois de tantos pratos criativos com a Bottarga e de experimentá-la em diversas versões, fiquei com vontade de usar a iguaria com abóbora japonesa, pq achei q combinaria muito o sabor das duas juntas.
Então aproveitei o domingo para testar duas receitas com essa leguminosa e as ovas de tainha, as duas muito quentinhas para esses dias muito frios q enfrentamos: uma massa com bacalhau e abóbora e um creme puro de abóbora.


Até sem a bottarga, essa receita é muito boa e reconfortante. Se for esse o caso, abra mão de azeitonas pretas fatiadas para incrementar.

Ingredientes para 4 porções:

500 gr de massa fresca ou seca de boa qualidade e de sua preferência (eu usei o linguine)
100 ml de azeite de oliva
1 cebola roxa fatiada
3 dentes de alho picados
300 gr de bacalhau desfiado de boa qualidade dessalgado e escorrido
300 ml de creme de leite
300 gr de abóbora tipo japonesa picada

Coloque a água do macarrão para ferver numa panela com 4 litros. Enquanto isso, refogue a cebola e o alho no azeite. Acrescente o bacalhau, refogue por alguns minutos e adicione o creme de leite.


Após 10 minutos, acrescente a abóbora picada e deixe cozinhar por mais 10 minutos.


Cozinhe a massa ao dente, escorra, misture o molho e sirva com a Bottarga ralada e com algumas fatias para enfeitar.

Creme de abóbora japonesa com Bottarga Gold:


1 litro de caldo de legumes
500 gr de abóbora japonesa
sal a gosto

Ferva o caldo de legumes, adicione a abóbora e cozinhe até ficar amolecida.
Bata com um mixer até virar um creme, corrija o sal e sirva com Bottarga Gold ralada. 

sábado, 14 de agosto de 2010

A Bienal do Livro e a Gastronomia


Minha dica cultural para esse final de semana, claro, é a Bienal do Livro de São Paulo, q começou ontem aqui em SP e mandou muito bem abrindo o espaço cultural  "Cozinhando com Palavras".

Trata-se de uma arena gastronômica que receberá chefs de cozinha, profissionais do setor, críticos gastronômicos e personalidades entusiastas da arte do bem comer, brasileiros e estrangeiros, para debaterem o tema, além de tratarem da gastronomia retratada em livros.

No espaço montado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, haverá uma cozinha para a preparação de pratos durante os mais de 30 workshops realizados com a presença do público. E com um time de chefs q não dá para perder.


Entre os destasques da programação estão encontros imperdíveis como: “Workshop Temático Azeites” com único brasileiro condecorado com o título de assaggiotore, especialista na degustação de azeites, o chef Isaac Azar; “A botânica na Gastronomia, um prato com flores” com o botânico Gil Felippe, autor de Entre o jardim e a horta: as flores que vão para a mesa, q abordará o tema juntamente com Jorge Barros Afiuni, Luciano Esteves, Cecilia Tomasi e o chef Raphael Despirite; “Os blogueiros mostram a cara...e as receitas” com Alessandra Blanco, editora-executiva do iG, Marcelo Katsuki, editor de arte da Folha Online, Alessander Guerra, editor do blog Cuecas na Cozinha, e a jornalista Ailin Aleixo, do blog Gastrolândia, falam de gastronomia ao vivo. E muitos outros.

Nos vemos por lá, de 12 a 22 de agosto de 2010.

Bjs.

Pudim de claras

De um doce nasce outro e, nesse caso, estamos falando do pudim de claras q vc pode optar em fazer com as sobras das claras de um doce como o quindim ou outra receita qq.
A minha versão é com damascos secos q adoro e caramelo.


Para o pudim:
8 claras em temperatura ambiente
16 colheres de açucar
250 gr de damascos desdratados finamente picados

Para o caramelo:
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de água
 
Modo de preparo:
Preaqueça o forno a 120ºC (temperatura baixa).
Deixe os damascos de molho de um dia para o outro. No dia seguinte escorra-os, coloque-os numa panela, cubra-os com água e leve ao fogo para cozinhar até desmancharem.
Bata as claras em neve (ponto de pico), adicione o açucar aos poucos enquanto bate, depois incorpore os damascos delicadamente.
Faça o caramelo na própia forma q irá assar o pudim (com furo no meio) e espalhe o caramelo em toda forma.


Numa ação rápida, coloque a mistura de claras e leve no forno para assar em banho-maria por cerca de 30 minutos (até q fique dourado por cima).


Desligue, espere alguns minutos, retire do forno e deixe esfriar um pouco para desenformar (se ainda estiver quente, pode quebrar, e se ficar muito gelado, pode não soltar da fôrma).
Coloque um prato por cima da fôrma e vire de uma vez. Levante a fôrma delicadamente para o pudim se soltar aos poucos. 
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Se preferir pode utilizar os damascos apenas picados, sem cozinha-los.
Tb fica muito gostoso se vc servir com um praliné bem fininho por cima do pudim.
Para beber escolha um bom prosecco brut ou até mesmo prepare um claricot mas não tão adocicado para contrabalancear com o doce deste pudim.

Bjs.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Confraria dos Chefs

O evento ontem foi uma experiência em tanto. Primeiro, pq encontrei (e trabalhei) com alguns chefs pela primeira vez, q só tinha tido contato pela rede social (ponto positivo para o Twitter).

Segundo pq foi incrível produzir comidas com um ingrediente tão peculiar como a Bottarga Gold. E para um público q esperava q superássemos suas expectativas em relação ao preparo, criatividade e sabor.

Confiram os melhores momentos da noite (mas não julguem nada pelas minhas fotos pq cozinhando, servindo, twitando e registrando tudo com o I Phone, acho q até q sairam bacanas...rsss).

Para começar montei um prato para um comparativo entre a ova de Bottarga (o caviar do mediterrâneo) e ovas de Mujol (o conhecido caviar espanhol), para q os convidados experimentassem as diferenças e o sabor de cada uma dessas ovas.
Uma ainda pouco conhecida q é a Bottarga e outra mais difundida, a de Mujol.
Sugeri primeiro uma degustação pura de algumas fatias de Bottarga, depois com azeite extra virgem e gotas de tabasco para um segundo momento. Logo em seguida, uma torrada para neutralizar o paladar e degustação de Mujol para as conclusões e comparações finais.

A linha de montagem na cozinha

Depois a simpatissíssima chef Paula Labaki, do Catering Lena Labaki, entrou com sua sugestão: uma mousse de Bottarga com calda de jaboticaba. Um verdadeiro sucesso! Leve e delicada.

O prato da chef no detalhe.

Alex Caputo, chef do Buffet Domenico e da DUE Consultoria Gastronomica, serviu taças com  uma maravilhosa polenta italiana, ragú de camarão, zest de limão siciliano, farofa e chips de Bottarga. Divinas!

A criação do chef Paulo Pecora, nosso anfitrião e chef executivo do Bar do Elias, foi uma massa artesanal, recheada com ricota e nozes, servida com um delicioso molho de tomates italianos e laranja e farofa e lascas de Bottarga. Outro sucesso da noite!

A querida chef Didi, da Deli Art Cake Creations, fez o encerramento mais q honroso com dois doces incríveis - um feito de creme patissier e caramelo de maças com crocante de Bottarga e um delicate com cobertura de chocolate.

enquanto os convidados se deliciavam o chef Alex Caputo se mantinha em ação no twitter...

Tudo regado a muito vinho tinto, uruguaio, q harmonizou perfeitamente com as criações apresentadas. E despropositadamente o q é o melhor!

Um registro da noite q promete se repetir na próxima edição da Confraria dos Chefs com os convidados e os chefs.

Incrível tb foi ver a interpretação de cada chef de acordo com os fundamentos da cozinha q pratica em relação ao ingrediente da noite e de como, com o mesmo objetivo q é servir bem, é possível transformar um encontro numa experiência marcante.

Claro q sugiro para q não percam a próxima edição q terá como ingrediente principal a pecã.

Até lá.

Bjs à todos os presentes, aos chefs q maravilhosamente me acolheram e a vcs q estão com água na boca agora!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Confraria dos Chefs

Hoje tem Confraria dos Chefs no Bar do Elias.

Não percam, pq eu não vou perder.
Aguardo todos lá!
Bjs

domingo, 8 de agosto de 2010

Vc já imaginou pratos preparados e preferidos dos grandes vilões? A escritora Estérelle Payany sim, e colocou sua imaginação para funcionar no delicioso livro Les criminels passent a table, da Flammarion.
São várias receitas e, além dos pratos de 30 malfeitores, há uma rápida biografia e ilustrações de Jean-François Martin.
Não percam!
Outra maneira de se apresentar receitas e, cá entre nós, super criativa!
Bjs

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Quem quiser conhecer ou rever cinco filmes dirigidos pelo espanhol Pedro Almodóvar, do início da carreira até a consagração, vai se deliciar com a mostra O Jovem Almodóvar.
O evento ocorre de hoje a 22 de agosto, na biblioteca Viriato Corrêa (zona sul de São Paulo). Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados com uma hora de antecedência.
A programação conta com cinco filmes, incluindo o primeiro sucesso internacional, "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" (1988), e "Kika" (1993), indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
A intenção da mostra é fazer com que o público mergulhe no universo de Almodóvar, que apresenta um olhar perspicaz ao retratar a mulher espanhola.
Confira abaixo a programação completa:

Dias 6 (sexta, às 16h) e 7 (sábado, às 18h)
"Pepi, Luci e Bom" ("Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón", Espanha, 1980, 82 min)
Com Carmen Maura, Olvido Gara e Eva Silva. Não recomendado para menores de 18 anos. Pepi, uma mulher maluca, Luci, uma sádica, e Bom, sadomasoquista casada com um policial que violentou Pepi ao encontrar maconha no apartamento dela, tornam-se grandes amigas.

Dias 6 (sexta, às 18h) e 20 (sexta, às 18h)
"Labirinto de Paixões" ("Laberinto de Pasiones", Espanha, 1982, 100 min)
Com Cecilia Roth, Marta Fernández-Muro e Antonio Banderas, entre outros. Não recomendado para menores de 18 anos. Jovem homossexual, filho de um imperador árabe, chega a Madri em busca de diversão. Na cidade, ele se envolve com um terrorista gay, que se apaixona por ele, e com uma cantora de rock ninfomaníaca.

Dias 14 (sábado, às 16h) e 22 (domingo, às 18h)
"Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" ("Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios", Espanha, 1988, 90 min)
Com Carmen Maura, Antonio Banderas e Julieta Serrano. Ao ser abandonada pelo amante, atriz de televisão descobre estar grávida e tem o cotidiano de seu apartamento ainda mais perturbado com a chegada de uma amiga que se envolveu com um terrorista, do filho rejeitado do ex-namorado e sua noiva, e da mãe do rapaz, que acabou de sair do manicômio.

Dias 15 (domingo, às 18h) e 21 (sábado, às 16h)
"Kika"("Kika", Espanha, 1993, 114 min)
Com Verónica Forqué, Peter Coyote e Victoria Abril. Não recomendado para menores de 16 anos. Maquiadora é feita refém em seu apartamento por um ex-ator pornô que fugiu da prisão. Uma apresentadora de um programa sensacionalista tenta cobrir o atentado, e descobre uma história sinistra que envolve o amante da garota e seu padrasto.

Dias 20 (sexta, às 16h) e 21 (sábado, às 18h)
"O que Eu Fiz para Merecer Isto?" ("¿Qué he Hecho Yo para Merecer Esto?", Espanha, 1984, 101 min)
Com Carmen Maura, Verónica Forqué e Gonzalo Suárez, entre outros. Não recomendado para menores de 16 anos. Família problemática vive em um pequeno apartamento em Madri. A mãe trabalha como faxineira e é viciada em comprimidos; o pai tem adoração por uma cantora alemã; um filho vende heroína, e o outro, adolescente, faz sexo com homens mais velhos. Para completar a confusão, a sogra da mulher tem um comportamento estranho.

Imperdível!
 
Bjs. 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Oh happy day!

A volta dos filhos das férias no interior me trouxe a vontade de cozinhar comidinhas reconfortantes e saborosas para família neste domingo, então optei pela dupla q eles mais amam – massa e carne.
No caso da massa, como domingo fez aquele friozinho, escolhi o autêntico molho a carbonara q eles adoram.
Tinha visto o irmão do Olivier Anquier fazendo um carneiro num dos programas dele exibidos no GNT e como essa não é minha carne preferida, resolvi me inspirar naquele preparo e fazer um filé mignon usando a mesma técnica para criar uma crosta deliciosa. O mais engraçado da minha criação é q juntei uma carne nobre q é o filé mignon com um ingrediente velho, quase descartável, q é o pão esquecido...rsss. Mas ficou uma delícia.
De sobremesa caprichei num suflê de goiabada com calda de mascarpone, delicioso! Sim, mascarpone, esse queijo cremoso, originário da região da Lombardia, na Itália, especial pela alimentação específica q as vacas recebem. Ele não tem o salgado do queijo catupiry, puxa o sabor mais para um creminho, mas é da família dos queijos, o q ainda confere autenticidade à minha proposta de Romeu e Julieta. Gosto mais.

Para preparar a carne vc precisará de:

1 peça inteira de 1 kg de filé mignon
Sal e pimenta para temperar
1 pão velho (de mais ou menos 3 ou 4 dias, pois precisa estar duro)
Ervas frescas, lavadas e secas – salsinha, cebolinha, tomilho e um pouco de tempero seco q compro no mercado municipal, lá no Empório Ciapetta, chamado fumacê., na proporção de ½ maço para todas elas juntas.
Azeite o qto baste (de preferência, não use o extra virgem, q é melhor para pratos onde ele será servido cru. Para aquecer em altas temperaturas prefira o azeite simples).
Uma forma média e papel alumínio para cobrir.

Pegue o pão seco e processe para obter uma farofa. Ainda no processador adicione as ervas frescas e secas, uma a uma, aos poucos e processe novamente. Reserve.


Coloque a peça de filé mignon na forma, tempere com sal e pimenta do reino ralada na hora, e passe a farofa de ervas por toda carne, apertando para fixar bem.


Leve o filé mignon ao fogo, numa panela com azeite, somente para “selar” todos os lados.
Volte a peça para a forma, agora forrada com uma camada generosa de azeite, cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por 40 minutos (não deixe mais q isso para não desidratar a carne nem perder toda maciez característica deste corte) .


Após esse tempo abra o forno, retire o papel e leve de volta para dourar por apenas 10 minutos.
Retire do forno e corte em fatias finas.
Sirva com seu próprio caldo.

A massa a carbonara eu já dei a receita aqui - clássica, deliciosa, com creme de leite, gemas, queijo e pancetta. Muito simples!
A dica, no caso desse menu, é colocar a água no fogo para ferver qdo a carne estiver assando a uns 15 minutos. Depois de colocar a água no fogo, faça a mistura do carbonara e procure regular a chama para cozinhar a massa qdo vc retirar o papel alumínio da carne e colocá-la para dourar. Pois essa massa é deliciosa para comer assim q preparada e vc consegue coordenar para q esses dois pratos saiam juntos da cozinha direto para a mesa.
Eu consegui...rsss


Suflê Romeu e Julieta

8 claras de ovo em temperatura ambiente
500 gr de goiabada cascão
50 ml de água filtrada
1 pitada de sal
1 goiaba vermelha fatiada
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Calda para o suflê
4 colheres de queijo mascarpone
Leite desnatado para diluir

Leve a goiabada cascão ao fogo, previamente picada, com a água. Em fogo médio e com a ajuda de um fouet vá misturando até se transformar numa calda. Reserve.
Bata as claras em neve em ponto de pico (qdo vc pega um pouco com a colher e não escorre, nem cai). Adicione a pitada de sal, bata para misturar apenas.
Adicione a calda de goiabada e bata em velocidade baixa para incorporar.


Distribua o chantili em ramequins médios até q os cubra. Passe uma faca em volta da mistura, um truque para seu suflê (de qq sabor) crescer bonito e soltinho.
Coloque uma fatia de goiaba em cada pote, polvilhe o açúcar de confeiteiro e leve para assar em forno médio por apenas 10 minutos.


Não abra bruscamente o forno qdo preparar um suflê, ou ele pode murchar e decepcionar vc! E eles vão ficar assim...


Enquanto isso, prepare a calda levando o mascarpone numa tigela com o leite e batendo até formar uma mistura quase líquida.
Leve à mesa em pequenas jarrinhas ou xícaras individuais para despejar sobre seu suflê quentinho!

Se optar por esse menu todo, além de cuidar para preparar a massa no tempo certo de servi-la fresca e imediatamente, cuide tb para q, qdo sentar à mesa, vc coloque os suflês para assar. Assim, ao tempo de 10 minutos, pode apenas desligar o forno e terminar seu almoço para só depois servir a sobremesa.

Boa refeição! Bjs.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Uma jovem de 60 anos!

O famoso doce Nhá Benta da Kopenhagem está comemorando 60 anos, e a grife criou uma versão especial de seu campeão de vendas, misturando outros dois clássicos à tradicional receita.
A edição especial comemorativa do Nhá Benta vem com base de wafer, recheado com creme de Lajotinha, marshmallow com toque de canela e Mini Chumbinhos, q tb aparecem decorando a cobertura de chocolate ao leite.
É pecado em dose tripla!
Além do sabor, a marca mexeu tb na linha de sabores e deu "roupagem" nova, com embalagens q fazem uma releitura dos primeiros designers da loja.
Vá com calma! rsss