segunda-feira, 26 de abril de 2010

Os 50 melhores restaurantes do Mundo

O único restaurante da América do Sul a figurar na lista da revista inglesa “Restaurant” é brasileiro. O restaurante D.O.M., de Alex Atala, é o 18º melhor na lista dos 50 melhores do mundo, subindo 6 posições em relação ao ano anterior.
O ranking promovido pela revista começou em 2002 e tornou-se referência para os amantes da alta gastronomia. Críticos e especialistas de vários cantos do globo elegem os melhores numa ação digna da Academia do Oscar, com direito à grande repercussão e muita polêmica!
Os premiados são convidados a ir a Londres para entrega do prêmio, mas só na hora “H” é q conhecem sua colocação.
Ouvi o depoimento do chef Atala na rádio Eldorado falando diretamente de Londres. Muito feliz, ele contou q o convite da revista demorou muito a chegar, o q lhe causou um nervosismo extra, e q comemorou novamente sua menção, principalmente com a evolução na escala dos melhores.
Nós todos, chefs ou simples comensais, temos muito q comemorar com ele e valorizar esse prêmio, principalmente pq o restaurante D.O.M. tem como princípio valorizar a identidade nacional no contexto internacional de cozinhar, o q abre um enorme precedente para nós.
Sou fã de Alex Atala não só pelos seus prêmios mas pela sua capacidade em eleger ingredientes principalmente para se diferenciar no competitivo panorama internacional, como por exemplo, sua escolha em trabalhar com peixes amazônicos. E de se fazer valer com as pessoas certas afim de q conheçam e avaliem seu trabalho, tornando-o conhecido. E mais, por ser realmente o q é eleito – excelente! Pq sem consistência jamais se manteria numa crescente durante esses 10 anos q atua com o D.O.M.
Segundo Atala, um turista não vai à França para comer sushi, não vai à Itália para comer hambúrguer, pq vir ao Brasil buscar outra culinária de excelência q não seja a brasileira?
Claro q não vivemos de uma coisa só. Na verdade a sacada está em utilizar nossa matéria prima local de diversas formas, valorizando-a, mais q aos ingredientes importados, um velho hábito dos brasileiros.
Não estamos falando só de pratos típicos, mas de ingredientes tipicamente brasileiros feitos das formas mais diversas, afim de valorizar nossa gastronomia.
Novidade:
Um restaurante de Copenhagen figura como o top do mundo na lista esse ano. Sob o comando do chef René Redzepi, o pequeno e “notável” Noma ganhou a estrela máxima esse ano, numa terra não tão tradicional em boa comida, algo resultante da peregrinação de gourmets internacionais q introduziram a New Nordic Cuisine, utilizando ingredientes locais como peixes e cogumelos, muito bem aplicados.
Outro notável avanço, tb da cozinha nórdica, foi o chef Mathias Dalgren e seu restaurante homônimo em Estocolmo, q subiu 25 posições, de 50º para 25º.
Adrià, campeoníssimo e famoso no mundo todo com seu El Buli, q inclusive já anunciou seu fechamento ano q vem, desceu do 1º para o 2º lugar, mas não considerou o resultado uma queda e ressaltou q o mais importante é q 4 restaurantes espanhóis estão entre os 10 primeiros do mundo. Orgulho patriota digno de copiar!
De resto, uns caíram, outros subiram, muitos franceses e italianos, mas a lista não trouxe outras novidades além destas aqui contadas.
O mais importante é entendermos q iniciativas como esta fomentam o negócio da gastronomia, fonte inesgotável de renda para o país e seus profissionais mais competentes, deste ranking ou não.
Confira o ranking completo:
1- Noma Denmark – Dinamarca
2- El Bulli – Espanha
3- The Fat Duck – Reino Unido
4- El Celler de Can Roca – Espanha
5- Mugaritz – Espanha
6- Osteria Francescana – Itália
7- Alinea – Estados Unidos
8- Daniel – Estados Unidos
9- Arzak – Espanha
10- Per Se – Estados Unidos
11- Le Chateaubriand – França
12- La Colombe – África do Sul
13- Pierre Gagnaire – França
14- Hotel de Ville – Suíça
15- Le Bernardin – Estados Unidos
16- L’Astrance – França
17- Hof van Cleve – Bélgica
18- D.O.M. – Brasil
19- Oud Sluis – Holanda
20- Le Calandre – Itália
21- Steirereck – Áustria
22- Vendome – Alemanha
23- Chez Dominique – Finlândia
24- Les Créations de Narisawa – Japão
25- Mathias Dahlgren – Suécia
26- Momofuku Ssam Bar – Estados Unidos
27- Quay – Austrália
28- Iggy’s – Cingapura
29- L’Atelier de Joel Robuchon – França
30- Schloss Schauenstein – Suíça
31- Le Quartier Francais – África do Sul
32- The French Laundry – Estados Unidos
33- Martin Berasategui – Espanha
34- Aqua – Alemanha
35- Combal Zero – Itália
36- Dal Pescatore – Itália
37- De Librije – Holanda
38- Tetsuya’s – Austrália
39- Jaan par Andre – Cingapura
40- Il Canto – Itália
41- Alain Ducasse au Plaza Athenee – França
42- Oaxen Krog – Suécia
43- St John – Reino Unido
44- La Maison Troisgros – França
45- wd~50 – Estados Unidos
46- Biko – México
47- Die Schwarzwaldstube – Alemanha
48- Nihonryori RyuGin – Japão
49- Hibiscus – Reino Unido
50- Eleven Madison Park – Estados Unidos

domingo, 11 de abril de 2010

Vai um miojo aí?

A fome provocada pela Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) fez com q o chinês Momofuku Ando (1910 – 2007) criasse um alimento relativamente nutritivo de fácil preparo – o lámen. Em 1948 passou a ser produzido em sua fábrica, a Nissin, e hoje no Brasil vende cerca de 2 bilhões de pacotes, numa média de 11 pacotes por ano para cada brasileiro.
O miojo, como é popularmente conhecido por aqui, tb chamado de noodle, é feito de maneira artesanal em alguns restaurantes em São Paulo. E é deles q vamos falar pra vc fazer uma incursão mais gastronômica nesta especialidade culinária em verdadeiras “lamén-houses”, além dos banais pacotinhos com tempero em pó. E há opções para todos os gostos e bolsos:
No Lámen Kazu a massa é importada do Japão e pode ser degustada em uma das 32 mesas disponíveis, sempre disputadíssimas.
No Rong He Massa Chinesa a “cozinha de vidro”serve de palco para o chef chinês Yang We fazer malabarismos com a massa. A casa tb é bem procurada porém os 104 lugares tem dado conta do recado.
E se vc quer agitar além de comer um lámen gourmet pode apreciar o espaço de karaokê do Porque Sim, q fica bem pertinho do Lámen Kasu.
Aproveite essas dicas, livre sua mãe das funções com a cozinha e dê vc um almoço bem especial no dia dela!
Bjs

sábado, 10 de abril de 2010

Restaurantes no francesidades

Tá lá no Francesidades as novidades da semana em restaurantes franceses: L´Atelier, L´Entrecóte e o novo Pimentel.
É só um clic aqui pra conferir!
http://francesidades.blogspot.com/search/label/Restaurants%20et%20Bistrots
Bjs

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bardot

Bardot, atriz e cantora francesa, nasceu Brigitte Anne-Marie Bardot, em Paris, 28 de Setembro de 1934.
Conhecida mundialmente por suas iniciais BB, é considerada o grande símbolo sexual dos anos 1960 e 70, vindo mais tarde a se afastar da vida pública e tornar-se ativista dos direitos animais.
Além de ser a responsável pela popularização de St. Tropez, na França, ao se mudar para lá no começo dos anos 1960, no verão de 1964 Bardot também mudou a vida da pequena cidade do litoral do Rio de Janeiro - Búzios, onde ficou hospedada em suas visitas pelo Brasil, na companhia do namorado. Por isso, em sua homenagem, a Prefeitura local criou a Orla Bardot na Praia da Armação, e instalou ali uma estátua de bronze da atriz em tamanho natural. Além de dar seu nome ao único cinema do sofisticado do balneário.
Ela é reconhecida tb por ter popularizado o biquíni usando-o em seus primeiros filmes, nas aparições em Cannes e em dezenas de fotos de revistas.
BB era idolatrada por muitos - famosos e comuns, era frugal em suas relações e teve quatro casamentos: o primeiro aos dezoito anos com Roger Vadim, o cineasta que a descobriu e lançou ao estrelado. O segundo, em 1959, com o ator Jacques Charrier, do qual teve seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier. O terceiro, entre 1966 e 1969, com o playboy e multimilionário alemão Gunter Sachs. E o quarto e último foi em 1992, aos 58 anos, com Bernard d'Ormale, ex-conselheiro do político francês Jean-Marie Le Pen e que perdura até hoje.
Aqui em São Paulo Bardot é um boteco bistrô, por isso esse post num blog de gastronomia. E o test drive de restaurante ontem foi, por acaso, lá!
Convidada com um grupo de colegas de trabalho, candidatíssimas a amigas boas de ter do lado, fui até o Bardot encontrá-las para um happy-hour.
Já tinha ouvido falar do lugar e, pelo meu interesse pelo universo francês, queria muito conhecer, mas faltou oportunidade e lembrança nessa correria nossa do dia a dia.
Pois bem, ontem foi a noite de conferir o tal boteco bistrot: o ambiente é bacana, tem um teto retrátil impossível de ser aberto ontem pelo frio gelado q fazia, clima intimista e "noir" apesar do burburinho e vários elementos incomuns para um boteco. Carrões importados parados na porta e turmas animadas bebendo e curtindo lembram um pouco o São Bento, tb pelas dimensões, ma fica por aí.
A leitura francesa segue até o diverso cardápio com petiscos de boteco e comidinhas afrancesadas, q por vzs nos confundem um pouquinho, mas oferece boas opções.
Por sugestão minha pedimos um croque mounsier, mas o q recebemos foram duas fatias de pão italiano (!), uma do lado da outra, com presunto e brie gratinado por cima. Questionado, o garçon respondeu q é pq na França é assim q o sanduiche é preparado. Nada mal fazer um treinamento básico com o staff para melhorar o repertório e atendimento, ponto baixo do lugar.
Outra pedida para acompanhar o vinho escolhido por uma das meninas, um Camenère chileno delicioso por sinal, foi um prato de frios e queijos q veio com damascos fatiados e uma espécie de foi gras. Novamente, qdo perguntei ao garçon se era foi gras, ele não soube responder, e deu a impressão de q não sabia nem o q era um fois gras, q dirá se aquilo era um...rsss. Mas muito gostoso.
Uma porção de pasteizinhos pedida por uma das happys e uma massa pedida por outra agradaram muito tb (foram até fotografados, mas I Phone não tem Flash e morremos na praia com fotos muito escuras impossível de postar aqui).
Saldo da noite: 6 belas e animadas moças de fino trato agora admiradoras mútuas, certeza de q bom mesmo é compartilhar a vida, muitas risadas, 2 porções de croque mounsier, 1 de pastéis mistos, 1 prato de frios e queijos, 1 massa, 3 vinhos, 3 refrigerantes, 2 águas e 1 blood-mary,  1 conta de 500 reais.
Um pouquinho cara diga-se de passagem, mas compensada pelo agradável encontro q tivemos!
Allez!

Bar Bardot
Rua Clodomiro Amazonas, 260 - Itaim Bibi
11 3071 2859 / 3071 2968 - São Paulo - SP

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Saint Peter

Ontem dois caminhos completamente diferentes me levaram a um prato.
Fiz supermercado bem cedinho e voltei pra casa com belas mandioquinhas já pensansando em usá-las numa receita quentinha para esses dias tão inesperadamente frios (!).
Logo depois, já no café-da-manhã, me deparei com a matéria do Caderno Agrícola do Estadão onde a principal matéria era de um peixe, o único de água doce q eu gosto - Saint Peter.
Aí não teve jeito, já tinha idealizado um purê de mandioquinha, então logo vi q formaria um prato delicioso com esse peixe para refeição do dia e coloquei meu plano em ação com minha cozinheira, já q mais um dia de expediente comercial me aguardava...rsss.
E como o mar essa semana está mesmo pra peixe (bacalhau no Dona Felicidade, evento de peixe em Lisboa ...) e gastronomia tb é cultura, dá uma lida em algumas curiosidades sobre o Saint Peter extraídas da matéria:
O chique Saint Peter nada mais é q a famosa Tilápia q conhecemos. O pomposo nome inglês foi atribuído ao peixe para quebrar o preconceito das pessoas em relação ao peixe popular.
Existem os tipos vermelho e branco, porém sem diferença de sabor entre os dois.
A população paulistana consome, em média, 200 toneladas deste peixe por semana! Saídos, pasmem, do Rio Tietê, há 500 kilômetros rio acima.
Desta mesma parte do Rio Tietê, mais de 3 toneladas de filés de Tilápia, ou Saint Peter, são embarcados imediatamente após a pesca e manuseio para consumo dos novaiorquinos apenas um dia depois da coleta.
A Biriba Pescados, maior banca de peixes do Ceagesp, é responsável pela comercialização semanal de 10 toneladas de peixes do Tietê, e tem no Saint Peter um dos peixes mais apreciados da categoria pelos consumidores.
Nos últimos 5 anos, mais de 30 fazendas de reprodução e engorda de Tilápias foram instaladas naquela região despoluída do Rio Tietê, tornando-a um polo produtor deste tipo de peixe sem equivalentes no país.
95% da produção mensal de Tilápias é vendida para São Paulo.
Aracanguá, uma das maiores fazendas de reprodução da espécie, desenvolveu uma "linhagem" própria e especial de Tilápia, obtida de cruzamentos e melhoramentos genéticos ao longo de 15 anos de pesquisa e seleção através de intercâmbio com outros países. Esse feito gera para empresa 20% a mais em valor comercial.
As águas desta parte Tietê, diferentemente do trecho daqui da capital e imediações, são riquíssimas em oxigênio, elementos minerais e condições para o desenvolvimento ideal da espécie contribuindo, inclusive, com a redução de custos para o cultivo da Tilápia.

Vamos então ao prato!

Saint Peter crocante e purê de mandioquinha:

Peixe:
Cortei o peixe em postas, temperei com flor de sal e pimenta moída na hora, transferi para um pirex untado com azeite, cobri com 2 cebolas fatiadas, cheiro verde e alhos picadinhos, cobri com papel alumínio e assei em forno previamente aquecido por 40 minutos.

Crocante:
Refoguei 1/2 cebola picadinha em 1 colh de margarinha. Acrescentei 1/2 xíc de farinha de milho flocada e mexi. Coloquei 1/2 xíc parmesão ralado e incorporei.

Passei somente um lado de cada posta assada (ainda quente e úmida, por isso mantenha tampado o pirex após conferir o ponto, até servir) na farofinha, reguei com azeite e levei ao forno novamente o tempo suficiente só para gratinar.

Purê de mandioquinha
Cozinhei 1/2 kg de mandioquinhas descascadas em água suficiente para cobrir com sal. Qdo elas amoleceram, escorri a água, adicionei 1/2 xícara de leite desnatado e bati com um mixer na panela mesmo. Pronta esta etapa acrescentei 1 colher de margarina com sal e misturei bem.

Montagem:
Em cada prato fiz uma "cama" com o purê. Sobre ela coloquei uma posta de Saint Peter e reguei com o caldo do assado e voilà. Não resisti e fiz uma couve refogadinha q amo, principalmente pra comer com purê e peixe.

Bjs.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Peixe em Lisboa

Buscando uma inspiração boa em tanta água q tá caindo...

...quero dividir um material muito bacana q recebi e vai direto de encontro aos amantes de gastronomia e frutos do mar e com quem está de passsagem por Lisboa entre os dias 10e 18 de abril - o terceiro Festival Gastronômico Peixe em Lisboa q começa sábado.


Realizado no Pavilhão Portugal, no Parque das Nações, lá será possível provar deliciosas refeições de peixes e mariscos, conferir a participação de excelentes restaurantes, além de se deliciar com produtos portugues ligados à essa gastronomia como azeites, vinhos, queijos e os doces. Hummmmmmmmmm!
E, quebra, encontrar conterrâneos estrelados, já q são aguardados os chefs Alexs Atala, Bel Coelho, Beto Pimentel entre 6 brasileiros convidados escolhidos para participações especiais no evento.
Aliás, o destaque ao Brasil é uma atração a parte no evento, q faz essa aposta por sermos um dos países mais interessantes do ponto de vista gastronômico, com destaque para a enorme diversidade e qualidade dos restaurantes de São Paulo, pelo período de modernização q nossa gastronomia está passando sem perder a ligação com nossas tradições – muitas vzs de raízes portuguesas, ao mesmo tempo q exploramos os variadíssimos produtos de que dispomos. Legal né?
No encerramento vários chefs, muitos estreladíssimos do Guia Michelin, vão preparar uma calderada para convidados.
Não perca os detalhes deste maravilhoso evento.
Bjs. 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Novos vinagres

A empresa americana Olive Oil desenvolveu um vinagre gourmet a partir dos espumantes da região da Califórnia, q são leves, secos e envelhecidos em barris de carvalho.
Com a remoção das borbulhas, depois de todo processo de maturação, o q se tem é um produto de sabor complexo e acentuado.
A empresa já fabrica vinagres de vinhos nobres como os q são feitos com uvas pinot noir, entre outros.
Compre o seu através da empresa importadora destes produtos no Brasil, a Latinex, na Casa Santa Luzia. R$ 38,00 em média.

Outra novidade em vinagres devidamente testada pelas panelas do Manjar Beatriz é q uma das marcas de azeite mais consumidas em todo o mundo, a Borges Alimentos, também está trabalhando uma carta de vinagres especiais, entre eles o vinagre de vinho branco ecológico, produzido sem o uso de fertilizantes ou aditivos químicos.
Para dar mais peso ao lançamento o produto recebeu o selo do Conselho Catalão de Produção Agrícola.
Confira!
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Não esqueça de brincar com as harmonizações possíveis com essas delícias e mandar seus comentários pra nós.
Bjs

sábado, 3 de abril de 2010

Sexta-feira Santa como no interior

Minha sexta-feira santa este ano aconteceu fora da minha cozinha. Sem filhos (q foram pro interior curtir a família do pai), a motivação de cozinhar pra família deu lugar à vontade de comer fora.
Então fiz questão de escolher um roteiro com ares interioranos e degustei prato principal e sobremesa na Vila Romana, região oeste de SP.
Para comer peixe como manda a tradição do feriado santo escolhi o Dona Felicidade.
O lugar é um misto de botequim e restaurante, instalado desde 1996 num casarão dos anos 40 (e ontem notei q eles trocaram a cobertura por telhas mais modernas descaracterizando um pouco o charme das telhas de barro q antes decoravam a casa), e serve pratos diferentes a cada dia da semana, além de uma famosa feijoada.


Mas na semana santa o forte da casa é o bacalhau - em forma de bolinho, ao forno, grelhado...
Pra mim já virou uma tradição ir pro Dona Felicidade na sexta-feira santa, fato q não ocorreu ano passado, então posso dizer que ontem matei a saudade!


A portuguesa e octagenária Felicidade Bastos carrega uma história de 40 anos na região, construída desde que comandava outro ponto famoso na região oeste, o Pé pra Fora. Agora, à frente do restaurante homônimo, ainda inspeciona tudo pessoalmente e toca o negócio com esmero de cozinha caseira junto com seus dois filhos. Ontem não foi diferente, ela caminhava de mesa em mesa conferindo a satisfação de seus clientes e fazendo com que se sentíssem em casa.


Nossa opção foi o bacalhau ao forno para 2 pessoas (em primeiro plano na foto - R$ 71,50), preparado com pimentões, batatas, azeitonas, cebolas, alho e ovos cozidos q acompanha uma porção de arroz (à grega! rsss). Com 3 cervejas Original e uma escura e 2 bolinhos de bacalhau (R$ 3,80 cada) de aperitivo, a conta morreu em R$ 112,00, muito bem pagos.


Não deixe de aproveitar o balcão onde é possível experimentar mais de 30 marcas de cerveja - nacionais e importadas (não servem chopp), beliscar alguma coisa e bater aquele papinho enquanto aguarda uma mesa.
Lugar pra se sentir em casa!

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Pulei de propósito minha sobremesa preferida no Dona Felicidade, o desmaiado, um pudim de maria-mole q por aqui a gente chama de Manjar Beatriz e caminhei a pé até a sorveteria Cristal, a 6 quadras dali.
O motivo foi nobre, saborear um típico sorvete artesanal do interior, feito com ingredientes naturais e sem adição nenhuma de gordura vegetal, o q confere uma consistência um pouco aguada na metade da incursão, mas sem perda de sabor.


José Carlos Sorroche, sorveteiro há mais de 30 anos nos arredores, manteve a receita original do seu tio de Assis - SP, cuja massa é batida durante várias horas feita somente com leite, açucar e frutas ou compotas.
Entre as várias opções de sabor estão: doce de leite, banana com canela (adoro!), pistache, cereja (sempre!), brigadeiro, chocolate, morango com vinho, chiclete, abóbora com côco, entre outras. R$ 38,00 kg.
O único senão fica por conta dos toppings, poderiam ser melhores, mas nada que comprometa a leveza deste delicioso sorvete, muito menos do prazer de poder viver uma tarde tranquila nesta megalópole doida!
Dá tb pra levar potes de 2 lt para casa com seus sabores preferidos - R$ 14,00.
Não espere luxo ou inovação, se descomprometa dos padrões paulistanos e vá lá curtir a vida como se estivesse numa cidadezinha do interior:
A Cristal
Rua Aurélia, 326 - Vl Romana - Tel 3873 5891 - 12h30 / 21h30