quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O Sal e suas variedades

Quem poderia imaginar q um igrediente tão simples e corriqueiro da cozinha mundial, o sal, fosse alvo de tantas polêmicas como por ex a da proibição da Flor de Sal no Brasil, ou de tanto glamour como é o caso de algumas marcas muito conhecidas internacionalmente.
Esse mineral natural em forma de cristais em cubos brancos, composto de sódio e cloro q qdo quimicamente unidos formam o composto de cloreto de sódio ou NaCl é sim muito precioso.
Primeiro pq mesmo as marcas simples q usamos em larga escala no dia a dia, qdo em exagero ou em falta, alteram completamente o sabor natural de um prato.
Segundo q qdo bem dosado, se utilizarmos as marcas q o produzem da forma mais artesanal e pura, é capaz de ressaltar ainda mais o q por si só já promete ser excelente.
Sem falar do bem estar, pq o sal, tão essencial ao ser humano e por séculos o conservante natural de alimentos mais eficiente, pode ser extremamente prejudicial à saúde se consumido em excesso.
E se para nós o nome sal é tão simples se resumido apenas às marcas q conhecemos, em muitas partes do mundo ele tb é halite, q vem do significado da palavra grega "halos", "sal" q por milhares de anos tem sido minado como uma rocha cristalina ou "halos lithos" - sal-gema.
O sal de mesa é refinado e moído. Esse refinamento isola o cloreto de sódio dos minerais presentes nas salinas e adicionam-se substâncias como o iodo (pela imposição legal para o combate de doenças como o bócio) e antiumectantes.
O sal grosso é o q eu mais utilizo no dia a dia, tb processado da mesma maneira q o refinado só q não é moído, mais seco e muito bacana para fazer crostas em carnes para churrasco.
Mesmo q essencialmente marítimo o sal pode ser retirado da natureza de diversas formas, depende  muito da procedência geológica, pois tanto pode ser encontrado em jazidas subterrâneas ou superficiais, os lagos que já foram oceanos um dia, como do solo, das rochas, o chamado mineral ou sal-gema.
O sabor do sal, principalmente qdo não é refinado, é determinado pela quantidade natural e significativa de minerais como ferro e magnésio. E isso tb determina a personalidade de cada salina já q cada uma é influenciada pelos compostos minerais da sua região.
Pode parecer frescura, mas a verdade é que cada tipo de sal é indicado para um tipo de preparação na cozinha e seu sabor pode ir bem além do "salgado".
  • sal rosa do Himalaia - ideal para pratos que não exigem textura
  • flor de sal nacional - feito em Mossoró, RN, com cristais mais finos que o sal francês
  • sal Murray River -  australiano de cor rosa alaranjada e flocos crocantes para frutos do mar e pescados
  • sal defumado - defumados em madeiras aromáticas, como carvalho, cerejeira e amieiro, ou em barris de carvalho que envelheceram vinhos da uva branca chardonnay, processo q torna seus flocos marrons acinzentados (sempre para pratos neutros, pois seu sabor é predominante)
  • fleur de sel de Guérande - um dos mais tradicionais e conhecidos q serve praticamente para tudo
  • sais temperados com aipo por ex (q vc mesmo pode preparar) - próprio para caldos e grelhados
  • para um autêntico ceviche (e frutos do mar) o sal rosa do Peru - de sítios sagrados incas, cor-de-rosa e de sabor forte
  • sal marinho - sabor mais leve em grãos que dissolvem rápido
  • sal alaea do Havaí - marinho e adicionado com argila vulcânica chamada alaea que contém óxido de ferro, o que lhe confere tom avermelhado e um gosto de terra acentuado, indicado para pessoas com carência de ferro e ideal em saladas e vegetais
  • sal negro ou Kala Namak - opção indiana de grãos bem finos e cor rosa acinzentada, muito apreciado por vegetarianos por seu aroma de gema de ovo, para pratos indianos e vegetarianos
  • e até sal com trufa branca.
Enfim, as opções são inúmeras e as combinações.
Os sais classificados como gourmets não são refinados nem moídos, são coletados artesanalmente de lagoas ou represamentos de evaporação numa salmoura exposta às intempéries para a devida cristalização e com a menor intervenção industrial possível.
O sal inglês Maldon, por ex, é colhido desde o século 11 na Inglaterra, e se tornou conhecido mundialmente pelo seu destaque nas panelas dos chefs, desde os mais simples e caseiros até os mais gourmets e refinados, transformando-se numa instituição de muito prestígio.


A empresa Maldon Crystal Salt Company, uma espécie de coperativa q é dirigida pela quarta geração da família Osborne, tem como chave do seu sucesso a velha receita q todos nós já conhecemos: produção  original, feita de forma ainda artesanal, com alta qualidade e usando métodos naturais e tradicionais. Combinação q conquistou a aclamação internacional.
Tanta fama e apreciação mundial tem razão de ser:
Sua origem vem das salinas de Essex, no sul da Inglaterra. A cada duas semanas, após um período de tempo seco, o sal que secou através dos pântanos é reabsorvido pelas marés mais altas da primavera. Isto aumenta a salinidade da água do mar fazendo o rio Blackwater um dos mais salgados da Inglaterra.

Na Maldon a água é, então, cuidadosamente recolhida fora do meio do rio, onde a concentração de sal é  mais elevada e é armazenada em grandes tanques de armazenamento após uma filtragem inicial de sedimentos e partículas de lama.
Essa água então é aquecida em altíssimas temperaturas para q todas as impurezas e alguns sais de magnésio se formem como uma espuma na superfície. Essa borra é removida e a temperatura ajustada para um ponto em que possa ser cuidadosamente controlada para as próximas 15 a 16 horas. Com isso, a água vai evaporando e surgem então os lindos e puríssimos cristais de sal, famosos tb por sua forma de pirâmide.

Esses cristais são então cuidadosamente recolhidos usando um processo especial e deixados descansando até serem transferidos e colocados no funil de secagem. Uma vez seco, o processo está completo, e puros cristais de sal branco, sem nenhuma adição artificial e nehuma propriedade retirada, estão prontos para serem embalado e distribuído.
Na cozinha é uma excelente opção para ser usado tanto na finalização de produtos nobres, como foie gras, como em carnes, peixes e outras carnes. Mas cuidado, deve ser colocado na última hora, já q derrete facilmente e é preciso muito cuidado com a quantidade pois a marca salga mais que outros tipos de sal.
Talvez vc nunca tenha escutado a origem da palavra "salário" q vem de "sal", pois o condimento era usado antigamente para pagar os soldados na época do Império Romano, o que demonstra bem sua importância desde os primórdios da civilização. Então, use o seu "salário" caso opte pelos tipos mais raros e caros, vc encontra seu Maldon na La Pastina.
E não deixe de enveredar-se por essa salina de descobertas q é o mundo do sal.
E para ilustrar melhor nosso post, digamos, salgado, de hoje, encontrei uma autêntica "recette française" com nosso ingrediente ilustre de hoje, o sal Maldon (pronuncia-se Mál-don), da Revista Menu :

Salade niçoise


por Paola Carosella

400 g de atum (cortado em 4 pedaços de 100 g com 2 cm de altura);
2 batatas (de preferência monalisa ou barraca);
200 g de ervilha-torta (só as ervilhas);
1 xícara (chá) de mix de ervas e minifolhas (dill, salsinha, ciboulette, hortelã, cerefólio, minirrúcula, minialface);
água quanto baste;
azeite de oliva extravirgem quanto baste;
pimenta-doreino a gosto;
sal Maldon a gosto.

tapenade
1 xícara (chá) de azeitonas pretas marroquinas (sem caroço e picadas);
2 filés de aliche;
3 colheres (sopa) de azeite de oliva;
1 ramo de tomilho;
1 colher (chá) de conhaque ou brandy;
1 colher (chá) de suco de limão siciliano.

vinagrete
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto;
6 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem;
1 colher (chá) de mostarda Dijon;
sal Maldon a gosto;
pimenta-do-reino a gosto.

ovos
8 ovos de codorna; 1 litro de água; 1 colher (sopa) de vinagre; 1 colher (chá) de sal

Modo de fazer - tapenade:
Lave os filés de aliche em água fria e corrente para retirar o excesso de sal. Misture as azeitonas com o azeite, o conhaque, as folhas de tomilho, o suco de limão e o aliche dessalgado e bata-os juntos num processador de alimentos até ficarem bem misturados. Pode picá-los com a faca, se preferir, misturando tudo. Reserve.

Modo de fazer - ervilhas:
Abra as ervilhas-tortas e descarte as vagens. Cozinhe-as  em água com sal a gosto, em fogo alto, até ficarem macias, mas ainda al dente. Esfrie-as em água com gelo, escorra-as e reserve.

Modo de fazer - vinagrete
Misture o vinagre, a mostarda, o sal e a pimenta. Acrescente o azeite de oliva, mexendo sempre, até o molho adquirir uma consistência homogênea.

Modo de fazer - batatas
Corte as batatas em fatias grossas, da mesma altura que os pedaços de atum. Ferva as rodelas em água com sal, em fogo alto, até que fiquem cozidas e tenras, mas ainda mantenham a forma. Escorra as batatas e reserve.

Modo de fazer - ovos
Ferva a água com o vinagre e o sal e cozinhe os ovos de codorna por 2 minutos e 20 segundos, em fogo alto. Retire os ovos e resfrie-os em seguida em água com gelo. Descasque-os e corte uma tampinha de cada um.

Modo de fazer - atum
Pincele os pedaços de atum com azeite de oliva e tempere-os com sal e pimenta-do-reino. Preaqueça uma chapa ou frigideira. Frite as laterais dos "bifinhos" de atum na chapa quente, em fogo alto, por 1 minuto, mantendo a parte de dentro do peixe crua.

Sirva
Tempere o mix de folhas com o molho vinagrete. No centro do prato, ponha uma fatia de batata e uma pincelada de tapenade, com as ervilhas por cima e as folhas temperadas ao lado. Arranje o filé de atum ao lado da batata e coloque o ovo de codorna sobre as ervas. Finalize com sal Maldon e pimenta-do-reino a gosto, mais um fio de vinagrete, e sirva.


Dica da chef
Para que as azeitonas marroquinas fiquem mais saborosas e perfumadas, deixe-as de molho por 10 minutos em água fria e lave-as em água corrente, colocando-as depois em uma marinada com azeite extravirgem, casca de limão siciliano, 1 dente de alho, louro e tomilho, até a hora de usar.

Rende 4 porções (como entrada)

Preparo - 1 hora

Execução - fácil

Bjs,
 
Fontes:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Delícias da Calu

No núcleo em q eu trabalho, um dos produtos q fazem farte do portifólio, é a publicação Delícias da Calu.
A última q recebemos tem uma receita de torta holandesa q eu resolvi fazer atendendo o pedido do meu filho mais novo q ama essa sobremesa.
O q mais me motivou a executar essa receita em específico é q eu, até hoje, não encontrei uma do meu agrado. Umas tem base de margarina (eca!), outras são sem gosto... Então testei essa desta vez. E tb pq é uma receita muito legal para preparar com as crianças. Apesar de um puquinho complexa ela não tem nada pra picar, nem vai ao fogo, exceto a preparação da gelatina e a massa assada em forno (q foi uma opção minha).
Ele participou de todas as etapas - das compras à preparação (e, claro, da começão!). E foi um grande barato, pois foi uma das tantas coisas legais q fizemos juntos neste feriado.
O resultado ficou muito bom, principalmente de sabor, mas tem três coisas q eu quero comentar:
Primeiro, pro meu paladar, vai muita gelatina, na próxima vez usarei apenas a medida q dou abaixo ao invés de 2 colheres no recheio e 1 na cobertura (desnecessário) como indicado na receita. Segundo, a receita original pede 8 biscoitos, qdo na verdade vai quase um pacote inteiro. E terceiro, eu gosto de assar um pouquinho a massa de base para ficar crocante, qdo a receita indica apenas misturar e reservar.
Tb modifiquei um pouco a quantidade de alguns ingredientes como o chocolate branco,  chocolate amargo, cream cheese e creme de leite da cobertura, para conferir mais praticidade na hora da compra e preparo desta delícia. E a ordem da colocação das claras em neve para garantir um efeito ainda mais aerado ao creme.
De resto arrisque-se. A receita é ótima e vale apena!


Ingredientes - base:
1 pacote de bolacha de maizena
3/4 de xícara de cha de margarina sem sal (em temperatura ambiente)
1 pacote de biscoitos com cobertura de chocolate (tipo Calipso)

Ingredientes - creme:
2 barras de chocolate branco picadas
1 pote de cream cheese
1 lata de creme de leite sem soro
1 colher de essência de baunilha
2 claras em neve
2 colheres de açucar (q vc pode não utilizar conforme seu paladar, eu não usei pois acho q a doçura e o sabor do chocolate branco ficam mais evidentes)
1 colher de gelatina em pó sem sabor preparada conforme instruções da embalagem no momento da adição

Ingredientes - cobertura:
1 barra de chocolate ao leite (como eu tirei o açucar da etapa do recheio, preferi usar um chocolate mais doce na cobertura. Caso vc opte por utilizar o açucar, recomendo q use chocolate amargo na cobertura para contrabalancear)
1 caixinha de creme de leite
Chocolate em pó para polvilhar

Acessórios:
Uma forma de aro removível de mais ou menos 25 cm de diâmetro
Papel manteiga cortadono formato do fundo da forma (para facilitar a passagem da sobremesa para o prato de servir)

Modo de preparo - base:
Triture os biscoitos maizena e misture a margarina até formar uma massa. Forre o fundo da forma já revestida com o papel manteiga. Adicione alguns feijões e leve para assar em forno médio, pré-aquecido, por uns 15 minutos apenas. Retire e deixe esfriar completamente.
Forre as laterais da forma com as bolhas cobertas de chocolates, com o lado do chocolate virado para o lado de fora da lateral. Reserve.

Modo de preparo - Recheio:
Derreta o chocolate branco em banho-maria. Bata o cream cheese com o creme de leite e a baunilha. Misture o chocolate branco derretido. Adicione a gelatina em pó sem sabor preprada e mexa novamente. Bata as claras em neve com o açucar (se vc for utilizar) e misture delicadamente ao creme. Distribua o recheio sobre a massa base com as bolachas e leve na geladeira até firmar.

Modo de preparo - Cobertura:
Derreta o chocolate ao leite (ou amargo, como preferiu usar) em banho-maria e adicione o creme de leite.
Deixe esfriar e coloque sobre a torta já firme. Leve novamente na geladeira. Desenforme após gelada com bastante delicadeza, polvilhe chocolate em pó e sirva em fatias deliciosas!

(não reclamem da qualidade das fotos, sou profissional de cozinha... de fotografia, ainda preciso entender muito...rsss)
Bjs.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval, Samba e comida boa!

Para um último e ensolarado dia de carnaval (e de folga!), não podíamos terminar melhor senão "manjando" uma bela lazagna de beringela.


Minhas escolhas sobre o q vou preparar e comer funcionam meio q com um insight. Novamente assim foi e, nas arrumações de pastas e mais pastas de receitas q tenho e q aproveitei para organizar esses dias, me deparei com uma receita da Claudia Cozinha, antiga pra caramba, de lazagna de beringela e a decisão de fazê-la foi imediata.

Super fácil, só q abri mão de algumas coisas e fiz algumas modificações para ela ficar ainda mais prática, afinal é feriado, queria comer bem mas tb curtir a companhia dos meus filhos e do sol maravilhoso q fez esses dias. A não ser pelo preparo das fatias de beringelas q segundo essa receita devem ser fritas e eu sempre gosto de assá-las, o restante é bem tranquilo.

Minhas alterações foram: usei muzzarela de vaca ao invés de búfala (uma opção se vc quiser variar), fiz um molho sugo de tomates ao invés deles apenas picados e temperados como sugeria a receita, pra ficar úmida, e  abri mão de preparar a massa fresca da receita e usei uma pré-cozida mesmo muito boa q deu um excelente resultado.

Ingredientes:

5 beringelas médias e bem firmes, cortadas em rodelas
Farinha de trigo
Sal
1 cx de massa pré-cozida (eu usei Adria)
500 gr de muzzarella
Parmezão fresco ralado
5 latas de tomates pelados
1 cenoura descascada e picada
1 talo de salsão picado
1 cebola picada
3 dentes de alho
Pimenta branca ralada
Azeite o suficiente para dourar a cebola e o alho
Cheiro verde e demais temperos à gosto

Modo de preparo:

Coloque as beringelas numa camada sem sobrepor, polvilhe pouco sal, repita o processo até terminar todas as fatias. Deixe descansar enquanto prepara o molho.
Refogue no azeite a cebola e o alho, acrescente os tomates e faça um molho não muito cremoso, para q o líquido possa hidratar a massa pré-cozida da lazagna.
Comece a montagem numa forma refratária da seguinte forma: unte com um pouco de molho, coloque a massa, cubra com um pouco de molho de forma de toda a massa fique coberta (sem excesso), cubra com uma camada de beringelas, depois cubra com fatias de muzzarella, coloque molho até q cubra a superfície, e recomece o processo nessa ordem.
Termine com molho.
Cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por aproximadamente 40 minutos.
Retire o papel alumínio, polvilhe de parmezão ralado, ou cubra com muzzarella e leve ao forno para gratinar.
Sirva em porções deliciosas!


Não deu para fotografar o processo pois eu comecei o preparo na segunda. Eu preparei o molho e pedi à minha empregada q fritasse a beringela e hoje só tive o trabalho de montar a lazagna.
Fiz tudo tão relaxada q só qdo estava servindo é q lembrei de fotografar para mostrar pra vcs!


Como sobrou um pouquinho dos ingredientes, deu ainda para eu montar duas porções individuais para meus bbs!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Eu quero... uma cozinha da House Beautiful

Acho q já falei aqui o qto sou fã dessa revista americana de decoração.
Pois bem.Hoje o tag Eu quero ganha post das cozinhas mostradas na última newsletter q eu recebi, cozinhas com as quais sonhamos, pq se quem casa quer casa, quem cozinha quer aqueeeeeeeeeeeeela cozinha.
Eu sou satisfeita com a minha em termos de espaço e potencial, mas ainda não fiz nem um terço do q pretendo. Ainda bem!
E vc? Qual é seu estilo preferido?
Uma autência "cuisine française"

Uma cozinha zen?

Uma cozinha externa?

Um refúgio gourmet no quintal?

Uma despensa espaçosa e completa?

Um cantinho charmoso para uma refeição frugal?

Tudo q der numa "small kitchen"?

Um canto com a sua cara?

Não importa o estilo, importa q seja sua, com seu estilo e de onde saia muiiiiiiiiiiiitas coisas gostosas.
Bjs.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mission Pie

A Mission Pie é a loja de tortas e café mais conhecida em São Francisco, se situa num distritito homônimo na cidade, reduto de hispânicos e asiáticos, e trabalha com um conceito de sustentabilidade muito marcante para os padrões glamurosos de outras docerias no mundo. E mais impressionante ainda para uma cidade tão cara e burguesa como São Francisco.


A loja oferece um ambiente saudável e solidário não só para os amantes de cafés e tortas, mas tb para todos  trabalhadores q contrata, com preferência para juventude local.
As tortas são feitas com ingredientes sazonais de produtores locais q, por sua vez, tb executam seus próprios programas de inclusão e sustentabilidade (o q pode fazer vc não comer uma torta de maças logo no começo do ano por não ser a época da fruta). No site é possível saber as tortas da estação e as fazendas parceiras da empresa.


No quesito café tudo foi concebido para reduzir o impacto do consumo da bebida no planeta, idealizada pela associação Green Coffee. O q explica o fato do café ser produzido com água torneral da cidade.
Toda mobília é, digamos, terceirizada...rsss... Bancos feitos de rodas de trator, mesas e piso de segunda mão, e assim por diante.
E o mais inusitado da Mission é o fato dos clientes serem incentivados a levar sua própria caneca para consumir as bebidas do local, ganhando um refil inclusive diante dessa iniciativa.


E nós por aqui q nem conseguimos beber nossa água torneral ainda, muito menos abolir os copinhos plásticos e difundir o uso de canecas próprias em nosso ambiente de trabalho, podemos refletir melhor diante de exemplos importantes como os da Mission!
Bjs.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pratos ou quadros

O museu Louvre, na França, tem um dos seus restaurantes dirigido pelo chef Yves Pinard.
Agora o chef lança juntamente com Paul Bocuse o livro Food on the Louvre com pratos inspitados em quadros expostos no Museu.
US$ 14 aproximadamente
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E por falar em Bocuse, acaba de chegar ao mercado brasileiro a versão em português do livro deste chef Maravilhoso - Bocuse em sua cozinha.
Um clássico guia de receitas maravilhoso, lançado em 1982, agora com prefácio do autor.
Além de receitas, vc encontra ainda neste livro uma lista de utensílios básicos de cozinha, técnicas essenciais para uma boa execução de receitas etc.
Bocuse é meu guru master pq apesar de sua importância e de ter um restaurante q mantém suas 3 estrelas do guia Michelin  há mais de 40 anos situado em Lyon, é um reconhecido defensor da culinária caseira - bem feita - bien sûr!
Não deixe de ter.
R$ 80,00 aproximadamente.
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Bjs

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Boteco em casa

Sabe aqueles dias em q vc não quer cozinhar, mas está muito afim de beliscar umas coisinhas gostosas?
Então, aproveitei mais esse insight para improvisar um boteco em casa.
Claro q não foi do nada, fui fazer compras essa semana e vi umas batatinhas pequenininhas piscando pra mim na banca.
Pensei na base das conservas de pimenta q o Paladar ensinou pra gente e disso pra uma conserva de batatinhas, foi um pulo.
Fervi as batatinhas em água com sal grosso, folhas de louro, grãos de alho, mas deixei elas bem firmes.
Aumentei a conserva respeitando as proporções, adicionei às batatinhas e coloquei em pote de vidro previamente estelirizado (inclusive a tampa).


Taí as mocinhas cozidas e escorridas...



... curtidas, prontinhas para o nhac...


...e  devidamente servidas na nossa mesa de boteco em casa, q tinha ainda carne seca desfiada com cebola, fatias de pão italiano, farofinha e, claro, cerveja!


Aproveitei e fiz mais pimentas (as minhas são dedos-de-moça).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Especialidade tradicional garantida

A pizza napolitana virou marca registrada na Europa nesta quinta-feira  - literalmente.

A partir de agora as imitações desta delícia estão proibida por lei, depois de 25 anos de reivindicação dos italianos sobre a regulamentação desta pizza.
Os restaurantes q quiserem servir a napolitana deverão seguir à risca a receita, q não pode ter mais de 35 cm de diâmetro no máximo, queijo, só o de leite de búfala, tomate tem q ser da região italiana da Campânia, o manjericão - fresco e assada somente em forno a lenha.
Esse será o padrão q os restaurantes terão q adotar para receber o selo de especialidade tradicional garantida, reconhecido pela União Européia.
Tal como a champagne!
Pra gente não muda muita coisa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Azeites perfumados

Segunda etapa da execução das receitas de conservas para presentes de fim de ano do caderno Paladar do Estadão.
Na sequencia trabalhei com os azeites.
Comprei um galão de 5 lt de bom azeite português no Mercado Municipal. Vale muito apena em qualidade e custo.
Tenho mania de guardar potes e garrafas de vidro então tinha uns muito bacanas de reserva, mas vcs podem comprar tb ao seu gosto. Particularmente, gosto muito de usar garrafas de champagnes e espumantes. Elas tem um formado muito classudo para abrigar um azeite aromatizado. E fica muito personalizado.
Como no post das conservas, não publicarei a receita, pois é do Paladar. Acho muito bacana vcs buscarem lá o modo de preparo.

Trouxe essas pimentas de Buenos Aires, na viagem q fiz ano passado. E usei com orgulho nos meus azeites.

Meus vidros já devidamente esterilizados, secos no forno (como pede a receita) e com as ervas dentro.
Comprei as ervas frescas, lavei-as e sequei-as previamente. Fiz dois vidros com alecrim (q indico para carnes), um com salvia (para massas) e outro com louro (excelente para carnes de porco e farofas).

Os vidros já prontos e embalados pelo Manjar Beatriz.

E meu kit de presentes "hand made" estava pronto.
Fiz o maior sucesso com amigos mais próximos e a família.
Matéria aprovadíssima!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Conservas para presente

No final do ano passado, o caderno Paladar do Estadão sugeriu algumas conservas caseiras para darmos de presente.
Achei a idéia brilhante, e deliciosa tb, pois me lembrou meus tempos de menina, qdo fazia bolos e cartões para presentear as pessoas. Adoro um "hand made".
Em dezembro não foi possível colocar em prática a sugestão, a correria foi muito grande, cozinhei bastante, as coisas do trabalho, enfim. Mas guardei com carinho as receitas para fazer meus presentinhos depois. O q foi muito legal, pq além do impacto de receberem algo feito "à mão", a euforia de presentes, digamos, mais materiais, já tinha passado, e minhas conservas tiveram o reconhecimento q mereciam...rss
Não q a correria tenha melhorado tanto esse ano, nem postei em tempo real a execução das receitas, mas sempre é tempo de falar de coisas gostosas. Por isso peço desculpas e coloco minhas delícias de janeiro logo agora no comecinho de fevereiro.
De todas as sugestões, só não fiz ainda os marrons glacês, algo q estou buscando um pouco mais de tempo e com certeza vou fazer. Do resto, fiz todas.
Abaixo algumas realizações para compartilhar com vcs e inspirar assim como o Paladar me inspirou:
Não vou detalhar a receita aqui, até pq ela não é minha, é da nutricionista Neide Rigo, autora do blog Come-se. Então achei mais legal colocar um link para vcs acessem diretamente a matéria do Paladar até pq a matéria (como todas deste caderno) está uma delícia de ler. Nesse link estão listadas todas as receitas da matéria.
Divirtam-se!

Conserva de Pimenta:

Eu usei a Dedo-de-Moça e funcionou bem.


Todos os ingredientes separados...


Segui passo-a-passo as dicas da nutricionista...


Incrível os aromas q senti manuseando cada ingrediente...


Pimentas devidamentes curtidas indo para os potes (orgulho!)...


Com a ajuda do namo designer fiz umas etiquetas com os dados da conserva, logo do Manjar Beatriz, "frufruzei" a tampa com um paninho aos modos das conservas de antigamente e, um lindo presente surgiu!

Até q ficou parecida com essa feita pelo Paladar!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Petit gateau de doce de leite

Eu estava devendo uma foto própria do petit gateau de doce de leite q ensinei vcs fazerem anteriormente.
Repeti o feito e aqui está:
Eis os bbs prontinhos!
Bjocas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Louça 5 Estrelas

... ou Five Star Crockery como batizou uma série de louças a designer holandesa Judith Montens.
Inspirada em vários artistas, ela criou louças decoradas com caracóis, borboletas e mariposas (by Johnny Deep), com carros (by Jay Leno, colecionador de vários modelos), entre outros.
Não acho q nenhuma criação gastronômica, nem do mais estrelado chef, seria protagonista se servidos em pratos assim, mas q é uma arte bem interessante... ah isso é!
Ficaria linda, no mínimo, na parede da minha cozinha com os outros pratos q coleciono, ou com petiscos bem delicados para servir pros amigos.
Inspire-se e crie sua opção.