Ontem dois caminhos completamente diferentes me levaram a um prato.
Fiz supermercado bem cedinho e voltei pra casa com belas mandioquinhas já pensansando em usá-las numa receita quentinha para esses dias tão inesperadamente frios (!).
Fiz supermercado bem cedinho e voltei pra casa com belas mandioquinhas já pensansando em usá-las numa receita quentinha para esses dias tão inesperadamente frios (!).
Logo depois, já no café-da-manhã, me deparei com a matéria do Caderno Agrícola do Estadão onde a principal matéria era de um peixe, o único de água doce q eu gosto - Saint Peter.
Aí não teve jeito, já tinha idealizado um purê de mandioquinha, então logo vi q formaria um prato delicioso com esse peixe para refeição do dia e coloquei meu plano em ação com minha cozinheira, já q mais um dia de expediente comercial me aguardava...rsss.
E como o mar essa semana está mesmo pra peixe (bacalhau no Dona Felicidade, evento de peixe em Lisboa ...) e gastronomia tb é cultura, dá uma lida em algumas curiosidades sobre o Saint Peter extraídas da matéria:
O chique Saint Peter nada mais é q a famosa Tilápia q conhecemos. O pomposo nome inglês foi atribuído ao peixe para quebrar o preconceito das pessoas em relação ao peixe popular.
Existem os tipos vermelho e branco, porém sem diferença de sabor entre os dois.
A população paulistana consome, em média, 200 toneladas deste peixe por semana! Saídos, pasmem, do Rio Tietê, há 500 kilômetros rio acima.
Desta mesma parte do Rio Tietê, mais de 3 toneladas de filés de Tilápia, ou Saint Peter, são embarcados imediatamente após a pesca e manuseio para consumo dos novaiorquinos apenas um dia depois da coleta.
A Biriba Pescados, maior banca de peixes do Ceagesp, é responsável pela comercialização semanal de 10 toneladas de peixes do Tietê, e tem no Saint Peter um dos peixes mais apreciados da categoria pelos consumidores.
Nos últimos 5 anos, mais de 30 fazendas de reprodução e engorda de Tilápias foram instaladas naquela região despoluída do Rio Tietê, tornando-a um polo produtor deste tipo de peixe sem equivalentes no país.
95% da produção mensal de Tilápias é vendida para São Paulo.
A Aracanguá, uma das maiores fazendas de reprodução da espécie, desenvolveu uma "linhagem" própria e especial de Tilápia, obtida de cruzamentos e melhoramentos genéticos ao longo de 15 anos de pesquisa e seleção através de intercâmbio com outros países. Esse feito gera para empresa 20% a mais em valor comercial.
As águas desta parte Tietê, diferentemente do trecho daqui da capital e imediações, são riquíssimas em oxigênio, elementos minerais e condições para o desenvolvimento ideal da espécie contribuindo, inclusive, com a redução de custos para o cultivo da Tilápia.
Vamos então ao prato!
Saint Peter crocante e purê de mandioquinha:
Peixe:
Cortei o peixe em postas, temperei com flor de sal e pimenta moída na hora, transferi para um pirex untado com azeite, cobri com 2 cebolas fatiadas, cheiro verde e alhos picadinhos, cobri com papel alumínio e assei em forno previamente aquecido por 40 minutos.
Crocante:
Refoguei 1/2 cebola picadinha em 1 colh de margarinha. Acrescentei 1/2 xíc de farinha de milho flocada e mexi. Coloquei 1/2 xíc parmesão ralado e incorporei.
Passei somente um lado de cada posta assada (ainda quente e úmida, por isso mantenha tampado o pirex após conferir o ponto, até servir) na farofinha, reguei com azeite e levei ao forno novamente o tempo suficiente só para gratinar.
Purê de mandioquinha
Cozinhei 1/2 kg de mandioquinhas descascadas em água suficiente para cobrir com sal. Qdo elas amoleceram, escorri a água, adicionei 1/2 xícara de leite desnatado e bati com um mixer na panela mesmo. Pronta esta etapa acrescentei 1 colher de margarina com sal e misturei bem.
Montagem:
Em cada prato fiz uma "cama" com o purê. Sobre ela coloquei uma posta de Saint Peter e reguei com o caldo do assado e voilà. Não resisti e fiz uma couve refogadinha q amo, principalmente pra comer com purê e peixe.
Bjs.


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