Sem alardes, nem festa, os clientes transitaram normalmente na casa fundada por um francês, Charles Auguste Cavé, em 1860. Que nos anos 20 foi passada para portugueses q assumiram o local e deram a ele a cara q tem até os dias de hoje, com doces e salgados típicos dos nossos patrícios como pastéis de Santa Clara e de nata, ovos moles e outras delícias.
Ao todo são quase 1000 por dia servidos aos clientes fiéis da casa pelo seu mais antigo garçon, Walter Ramos de Mello, de 71 anos e há 32 na casa, q ressalta q antes as pessoas degustavam mais um doce, um café, e hoje comem pagando a conta ao mesmo tempo.
Quando o prédio da confeitaria foi tombado, seus sócios resolveram alugar uma loja perto do sobrado onde agora funciona outra confeitaria (oportunista por manter o letreiro Cavé, o q gerou um processo judicial entre as duas empresas q dura até hoje), devido às dificuldades de manter a preservação.
Mas isso não tirou o glamou da Casa Cavé, muito pelo contrário. Quando vc estiver por lá e pedir um quitute, lembre-se q nessa casa funcionou uma chapelaria onde a jovem Carmem Miranda teve seu primeiro emprego.
Para experimentar gastronomia de tradição, apreciar quitutes deliciosos, ver anônimos e famosos e, principalmente, sentir a vida passar mais devagarinho...


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